terça-feira, 8 de dezembro de 2009

SOMATÓRIAS


Duas partes que se enroscam,
Namoro de serpente.
Café preto forte que acorda,
O mormaço amortece a mente.
Corte cego que se encolhe,
Cicatriza se beija o fogo.
A bicheira encolhe e morre,
Vira ponto, poeira e sopro.

Pensamento único magistral,
Solar de juras e promessas.
Festim de farinha, água e sal,
Carne seca de uma só peça.
Calda de doce de pêssego,
Beijo melado de melanina.
Na hora vira um segredo,
Poema cor de tangerina.

Pira acessa em cima de gelo,
Degelo num desejo.
Quero querer seu apreço,
Leito, beijo, cedo.

Somatórias incalculáveis,
Suma importância de cá.
Sentimentos instáveis,
Meu aqui que ri veio de lá.
Parati e prá mim por amor,
Cordel de corda e rabeca.
Parabólica de Nega Fulô,
Canto de Perereca.

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